Sou autônomo e quero pagar o INSS em atraso. Isso é possível? E vale a pena?

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Se você trabalha por conta própria, sem carteira assinada, seja como manicure, eletricista, mecânico, designer, professor particular ou qualquer outro profissional autônomo, é muito comum surgir aquela dúvida:

“Nunca paguei o INSS, mas quero regularizar para conseguir me aposentar. Ainda dá tempo?”

A resposta é: em muitos casos, sim! Mas existem regras e cuidados importantes que você precisa entender antes de sair pagando.

Vamos conversar sobre isso?


🧾 Regularizar atrasados: quando o autônomo pode pagar?

O autônomo pode sim pagar contribuições em atraso, mas a forma e a possibilidade de validar esse período dependem de dois fatores principais:

  1. Se você já estava inscrito como contribuinte no INSS na época que deseja pagar;
  2. Se você consegue provar que realmente estava exercendo atividade remunerada naquele período.

Se você já tinha inscrição no INSS (como contribuinte individual) e realmente estava trabalhando por conta, pode pagar os atrasados até 5 anos atrás com menos burocracia. Já períodos com mais de 5 anos podem ser pagos, mas exigem comprovação documental ou até mesmo uma fiscalização por parte do INSS.

E atenção: não é possível pagar qualquer período antes de você começar a trabalhar por conta própria. Ou seja, o tempo de autônomo só conta se você de fato estava na ativa.


🧮 Os códigos de recolhimento: qual usar?

Essa é uma parte muito importante. Quando você vai gerar uma guia do INSS, é preciso escolher o código de pagamento correto. Veja os principais para quem é autônomo:

  • 1007 – Contribuinte Individual com 20% de contribuição (dá direito à aposentadoria por tempo de contribuição e todas as demais);
  • 1163 – Plano Simplificado: paga só 11% sobre o salário mínimo (dá direito à aposentadoria por idade e demais benefícios, exceto por tempo de contribuição);
  • 1473 – MEI – Microempreendedor Individual (contribuição fixa mensal com alíquota reduzida de 5%, também limitada à aposentadoria por idade).

⚠️ Escolher o código errado pode prejudicar seu direito futuramente!


⏱️ Carência: quanto tempo preciso pagar?

Além do tempo total de contribuição, o INSS exige o que chamamos de carência, que é o número mínimo de contribuições mensais para cada tipo de benefício.

Exemplos:

  • Aposentadoria por idade: precisa de 180 contribuições (15 anos);
  • Auxílio-doença e aposentadoria por invalidez: exigem 12 contribuições (exceto em casos de acidente ou doença grave);
  • Salário-maternidade: também exige 10 contribuições mensais.

Por isso, regularizar seus pagamentos o quanto antes pode ser a diferença entre ter ou não um benefício no futuro.


🧠 Planejamento é essencial: não vá no escuro

Se você é autônomo e nunca contribuiu, ou quer recolher atrasados, o ideal é não sair pagando sem orientação.

É aqui que entra o papel de um advogado previdenciarista ou contador especializado: ele vai analisar seu histórico, identificar os melhores períodos para pagar, corrigir códigos errados (se for o caso) e até simular quanto tempo falta para você conquistar sua aposentadoria.

Sem essa orientação, você corre o risco de pagar errado, perder dinheiro ou contribuir por anos sem atingir o objetivo.


📌 Conclusão

Pagar o INSS como autônomo é sim um passo importante para garantir sua aposentadoria e proteção em caso de doença, acidente ou maternidade.

E mesmo que você esteja com tudo em atraso, há caminhos para regularizar — desde que com atenção e planejamento.

✅ Não espere mais: quanto antes começar, mais cedo poderá colher os frutos.

🛡️ E lembre-se: com informação e orientação certa, você garante seus direitos e evita prejuízos.

Se precisar, busque apoio de um especialista para montar um planejamento previdenciário personalizado. Seu futuro merece esse cuidado!

SAIBA MAIS SOBRE SEUS DIREITOS EM:

Golpe do Consignado no INSS: Como se Proteger e Reverter o Empréstimo Não Autorizado!

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